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Por Eng.º Amado da Silva
Presidente

Depois de, em 1935, pela mão do Eng. Vasco Pinto Magalhães - na época aluno do Instituto - os estudantes de Agronomia terem efectuado o seu primeiro jogo de rugby, não mais pararam de praticar aquela modalidade, fazendo dela o seu principal emblema, conseguindo uma absoluta hegemonia, nomeadamente em termos de rugby universitário onde foram - praticamente até ao fim do século que há pouco terminou - crónicos campeões nacionais.

O mesmo não se passou a nível do desporto federado, com excepção de um curto período, nos anos quarenta, onde pontificou uma geração famosa liderada pelo Eng. Valente Rosa ( Zico ), passando depois por fases de maior instabilidade, apenas superadas pela intervenção dedicada de vários colegas, sendo todavia justo salientar, pela sua maior importância,  o Eng.º João Paulo Azevedo Gomes e, posteriormente, o Eng.º Pedro Lynce, que, com muita disponibilidade e empenho, conseguiram manter uma tradição da Escola, conforme pode ler-se com mais detalhe no sítio do rugby universitário, em documento escrito por Marcelino Nunes.

Vasco Pinto Magalhães, Luís Valente Rosa, João Paulo Azevedo Gomes e Pedro Lynce Faria, são por esta ordem cronológica, os quatro nomes mais representativos do rugby de Agronomia até final da década de setenta, com obtenção de alguns resultados desportivos interessantes, nomeadamente um excelente 3º lugar em 1971 e a conquista de uma Taça de Portugal - exactamente há vinte e cinco anos - para além de dois Torneios de Abertura em 1967 e 1969.
O facto das equipas de Agronomia serem constituídas exclusivamente por alunos de Agronomia que geralmente apenas se iniciavam na modalidade quando chegavam à Universidade, justificam a alternância da qualidade das equipas e a impossibilidade, óbvia, de poder competir com outras que tinham um campo de recrutamento muito maior e cujos atletas se iniciavam muito mais cedo.

Atenta a essa realidade, em finais da década de sessenta, a Secção de Rugby da Associação de Estudantes do I.S.A decidiu permitir inscrever, na Federação Portuguesa de Rugby, uma equipa de iniciados, que acabou por ser o embrião de uma pequena revolução que veio terminar com a conquista de dois campeonatos nacionais de juniores e, posteriormente, da primeira Taça de Portugal , com uma equipa já constituída maioritariamente por jogadores não alunos do I.S.A.....

Passaram-se, depois,  anos muito difíceis, nomeadamente no final da década de setenta e princípios da de oitenta, com Agronomia várias vezes a disputar a Segunda Divisão Nacional, num permanente "sobe e desce", chegando a equacionar-se a sua extinção, sendo obrigatório salientar, nessa época, a dedicação, de, entre outros, dos Engºs Lopes Aleixo ( Patanim ), Amado da Silva ( Cabé ), Ernesto Vasconcellos e, sobretudo, de um conjunto de jogadores de grande qualidade e dedicação que, não sendo exclusiva nem maioritariamente, estudantes de Agronomia, foram determinantes na consolidação da equipa, conseguindo manter intacto o espírito herdado das últimas gerações das equipas de estudantes de Agronomia com as quais conviveram durante vários anos.
Com a crescente desinteresse dos alunos do ISA pela modalidade, muito embora entre eles houvesse - e haja - jogadores de excelente qualidade comprometidos com outros clubes, sentiu-se a necessidade de se constituir a Associação dos Antigos Alunos de Agronomia, não apenas para poder " legalmente " enquadrar os muitos jogadores que não sendo alunos, ou ex-alunos,  representavam Agronomia nas competições federadas, mas também para nela se acolherem outras áreas desportivas, profissionais ou sociais, nos termos dos seus Estatutos aprovados em 4 de Outubro de 1989!
Foi uma decisão acertada! De facto, em vinte anos, AGRONOMIA, conseguiu uma ascensão enorme no panorama do rugby nacional.
Dois campos relvados, dois outros de relva sintética, balneários, sala de musculação, "club-house", residências para jogadores, restaurante e Salão de Festas, construídos na Tapada da Ajuda, constituem um património de que muito nos orgulhamos e que fazem de Agronomia o clube português com melhores condições para a prática da modalidade.
Actualmente com cerca de quatrocentos praticantes, competindo em todos os escalões etários, AGRONOMIA tem uma massa associativa muito dedicada e presente, que está, afinal, na base do sucesso de todo este grande projecto, iniciado há cerca de vinte anos.
A vitalidade do clube e os seus sucessos desportivos, nomeadamente, o seu primeiro título nacional e ibérico, a conquista de seis Taças de Portugal e duas Super Taças, mereceram, recentemente, o reconhecimento do Governo da República, com a atribuição do Estatuto de Utilidade Pública.

Conseguida a estabilidade desportiva e financeira , tudo faremos para aumentar e diversificar a actividade da Associação, convidando todos a juntarem-se a nós, fazendo da Associação, muito mais do que apenas um grupo desportivo, na linha do que estatutariamente está previsto e todos desejamos.

 


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